Para além da minha participação nos "eventos colectivos" do "caso Alvin", a minha participação "a solo" limitou-se a um interrogatório "como nos filmes", com um candeeiro com uma lâmpada forte apontado à cara.
O interrogatório era conduzido pelo Ruminante (designação fictícia) e estava presente, entre outros, o Um-dos-40-do-Ali-Babá (outra designação fictícia).
Ninguém me bateu, ou porque perceberam rapidamente que eu não sabia nada, ou porque não tinham nada de visceral contra mim ou, simplesmente, porque ainda não tinham bebido o suficiente.
No fim, fizeram-me uma pergunta inesperada: "Quem é que achas que foi?"
Fiquei a olhar para eles com cara de parvo. Já sabiam que eu não sabia de nada, e por isso queriam o quê? O meu "feeling"? Ou simplesmente alguma justificação para abrirem um novo ramo da investigação e "chocalharem mais alguma árvore para ver se caía fruta"?
Como eu fiquei calado durante uma eternidade, o Ruminante insistiu comigo, tranquilizando-me: "Podes falar à vontade, porque não te vai acontecer nada".
Perante um convite destes, quem é que podia resistir? ;-) Disse-lhe que suspeitava do Um-dos-40-do-Ali-Babá. Pelos vistos não era o único, porque o jovem já tinha ensaiado o discurso da sua defesa, e "declamou-mo", com ar indignado.
"Achas que eu era capaz de vou fazer passar por isto se fosse o culpado?". Nem respondi, mas presumo que os 100W na minha cara lhes permitiram ver o que eu achava.
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Posted by Pedro Chagas to No Divã da "Enferma": O Botão Encarnado at 10/05/2006 02:48:53 PM